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Cinefilando# 14- [Especial Batman] O que poderia ter sido…

Essa semana, o excelente blog Terra Zero, especialista no Universo D.C (editora responsável pelo Batman, Superman, Mulher Maravilha, Flash  e etc…), fez um apanhado de como poderiam ter sido os filmes do Batman, caso Nolan não fosse escolhido diretor.

A notícia não é nova (citei até no Podcast), mas é muito interessante, agora que Nolan encerra seu bem sucedido trabalho com o Morcego, relembrar quais os rumos estranhos que o personagem poderia ter tomado no cinema.

Primeiro, faz de conta que vivemos em uma realidade paralela, onde “Batman e Robin” (1998) foi um tremendo sucesso.

Sem dúvida, o diretor Joel Schummacher  faria outro filme (já que tinha contrato para mais um). Seu Batman 5 ou, segundo boatos, “Batman Triumphant” parece ter um roteiro tão bizarro quanto seu antecessor, mas também poderia reservar boas surpresas.

Na trama, segundo versões preliminares do roteiro, teríamos o Cavaleiro das Trevas (provavelmente George Clooney) enfrentaria o Espantalho e a Arlequina, que no filme seria a filha do Coringa (!?) em busca de vingança.

Bem possível que o filme fosse outra galhofa, com “trio dinâmico”, já que a presença do Robin e a Batgirl eram certas, desfilando com seus uniformes carnavalescos. Porém, o interessante é que o roteiro previa a volta do Coringa, em uma alucinação do Batman provocada pelo Espantalho. Isso permitiria que o Jack Nicholson reprisasse seu papel, já que o ator tinha contrato para mais um filme.

Para o papel do Espantalho, entre uma lista de candidatos, que envolviam nomes como John Travolta e Steve Buscemi, o favorito do Joel Schummacher  era o “quase Superman” Nicolas Cage.  Já Madonna era a mais cotada para o papel da Arlequina e isso já me faz imaginar a merda que  seria.

Mas, por mais que deva ser bizarro ver a “vovó que se acha gostosa” em um filme do Batman, provavelmente o assistira só pra ver o grande Jack novamente na pele do Palhaço do Crime.

Voltando à nossa realidade, “Batman e Robin” foi uma merda, os produtores chutaram o Schummacher da franquia e “Batman Triumphant”, graças a Deus, foi engavetado.

Dizem que o diretor ainda fez um último apelo, tentando fazer sua versão da clássica HQ ” O Cavaleiro das Trevas” (especula-se que Clint Eastwood era o mais cotado para o Batman setentão). Ainda bem que a Warner teve bom senso e não deixou que uma das maiores histórias (senão a maior) do Morcego fosse difamada.

Com o fracasso do longa de 98,  Batman precisava de um filme que limpasse sua imagem perante ao grande público. Para isso foi contratado o diretor Darren Aronofsky, que ganhava notoriedade após os excelentes  “Pi” e “Réquiem para um Sonho”, para criar a sua versão da HQ “Batman: Ano Um”, em conjunto com o autor da mesma, Frank Miller — que também é autor do “Cavaleiro das Trevas”.

Agora você se pergunta: como uma dupla dessas não conseguiu emplacar um filme do Batman?

O problema é que apesar de levar o nome de uma clássica HQ do herói e manter elementos cruciais da história, como a Gothan corrupta, Gordon depressivo e a Selina Kyle prostituta, o roteiro de Aronofsky e Miller  descaracterizava bastante o personagem e seu universo.

Na trama, Bruce Wayne desapareceria após o assassinato dos seus pais, sendo criado por uma mecânico conhecido como  “Little Al” (sim, é o Alfred! Só que descrito no roteiro como um mecânico negro do subúrbio).

O jovem Wayne, cresce em uma parte pobre de Gothan em um apartamento acima da  oficina de “Little Al”.  Ele é retratado como um garoto extremamente perturbado que luta contra a loucura e  usa um diário como meio de “conversar” com seu pai.

O (ainda não comissário) Gordon também possui uma série de problemas psicológicos, principalmente por ser o único policial honesto da corporação. Em uma das cenas mais fortes do roteiro, James Gordon chega a tentar  suicídio

Já adulto, Bruce começa sua guerra contra o crime e corrupção da cidade, elegendo como principais alvos o prefeito Noone e o  Comissário Loeb. Apesar de  não matar, o herói age de forma muito mais violenta (parecido com a versão de Miller em “O Cavaleiro das Trevas”).

O conceito da figura do morcego como forma de infligir o medo também é deixado de lado. Na trama, quem alcunha o vigilante como Batman é a imprensa, já que os criminosos atacados por ele apresentam uma marca no rosto que lembra um morcego (graças ao anel que Bruce usava com as iniciais de seu pai, Thomas Wayne, sobrepostas). Aproveitando o Lobby, Bruce improvisa uma roupa de morcego( utilizando uma máscara de hóquei com antenas) e customiza um “Lincoln Continental” para ser o seu “Batmóvel”

Mesmo contrariado, Gordon passa a investigar as ações do Homem Morcego. Sua busca o leva ao promotor Harvey Dent que, assim como nos quadrinhos, torna-se seu principal suspeito. Em um determinado momento,  uma psicanalista diz ao futuro Comissário que o comportamento Batman se assemelha à um comportamento de um “psicótico suicida em estágio terminal”.

No clímax da história, Batman cega o Comissário Loeb com uma faca(!?) e salva a mulher de Gordon, o que acaba  criando uma relação de cumplicidade entre os  dois .

O roteiro finaliza mostrando Bruce Wayne recuperando sua herança, com a desculpa que passou anos  estudando na Europa. O que dá a entender que em no caso de uma continuação, o personagem assumiria o alter-ego do playboy fútil e mulherengo.

Concept Art do Batman

Concept Art Gordon e Mulher Gato

Concept Art( foda) Batmóvel

O obra de Aronofsky tinha até chances de ser um ótimo filme mas  não seria um filme do Batman. O personagem poderia até ter o mesmo nome, mas sua essência foi completamente deturpada no roteiro. Os executivos da Warner devem ter pensado o mesmo, já que  trataram por dar um cartão vermelho ao projeto.

Me parece que o roteiro foi escrito na hora errada.Batman precisava de um retrato que respeitasse o legado do herói. Talvez agora que o Nolan restabeleceu o personagem nos cinemas, outros diretores  terão mais liberdade para “viajar” na sua versão do Morcego.

Ps:  Um dos mais cotados para interpretar o Batman do Aronofsky era… o Christian Bale! Hahaha, esse aí foi mesmo destinado pro papel!

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