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[Crítica] Lola (2012)

Lola (Miley Cyrus) é uma jovem que namorava Chad (George Finn) até perceber que ele não se interessava por ela. Por causa do mal desempenho de Lola na escola, sua mãe (Demi Moore) está pensando em cancelar sua viagem de final de semestre para Paris. E ainda temos Kyle (Douglas Booth), que é o melhor amigo de Lola e que, na verdade, sempre foi apaixonado por ela.

O filme é digno de pena. Desnecessário é o melhor adjetivo que o filme pode receber. Lembro-me dos filmes de adolescentes que o talentoso John Hughes escreveu na década de 80 como Clube dos Cinco (1985), Garota Rosa Shocking (1986) e até mesmo Gatinhas e Gatões (1984), onde as problemáticas vividas pelos jovens protagonistas girava em torno de primeiros empregos, busca de identidade, tolerância e respeito, falta de atenção dos pais, entre outros. Quando se olha para trás e se assiste a um filme como Lola logo depois, onde a protagonista faz do término com o namorado o apocalipse e fica com raiva da mãe pelo carinho e atenção dela, me pergunto se são os roteiros dos filmes de hoje estão ficando rasos ou se é reflexo da juventude americana.

Mesmo sendo a juventude, não há precisão de transformar tamanha banalidade em roteiro. E o filme tem uns lapsos de emoção enormes “embasados” nas banalidades, que chega a ser quase cômico em alguns momentos. Em um momento, Lola e sua mãe estão discutindo o tipo de depilação que a filha fez, depois já são melhores amigas sem nenhum diálogo e fica nisso o filme inteiro, clichê em cima de clichê, sem uma explicação plausível para nada do que se está acontecendo ali. É uma grande sequência de eventos aleatórios que não faz o menor sentido e, no final, acaba em uma maneira que todos já viram em muitos outros filmes. Lola é um remake de um filme francês. Não assisti ao original, mas depois da versão americana, e sabendo que ambos têm a mesma roteirista, eu dispenso o primeiro.

Não há muito mais o que ser dito, só é lamentável que no passado já se tenham feito filmes que deveriam ser modelos a serem seguidos e hoje saiam desastres como Lola. Longas com excelentes roteiros de boas problemáticas como Juno (2009) estão em falta no mercado atual. Os filmes de adolescentes e para adolescentes já foram imensuravelmente melhores e mais respeitosos com o público, resta saber se o público merece esse respeito ou vai receber de braços abertos e mentes vazias filmes como esse.

                                                                                                            POR ÁVILA SOUZA

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Sobre Ávila Souza

Cinéfilo Diletante; Leitor de HQ; Desentendido de Música; Assíduo 'seriador'...

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